Petróleo começa mal a semana devido a preocupações com produção dos EUA | Dados da Bolsa

Petróleo começa mal a semana devido a preocupações com produção dos EUA

Investing.com – Preços do petróleo estavam um pouco mais baixos nas negociações desta segunda-feira na Europa, já que preocupações persistentes com o forte crescimento da produção de shale oil nos EUA continuavam nas mentes dos investidores.

O contrato com vencimento em agosto do petróleo bruto West Texas Intermediate estava cotado a US$ 44,16 o barril às 05h55 (horário de Brasília), queda de US$ 0,07 ou de cerca de 0,2%. Chegou a US$ 43,78 na sexta-feira, menor nível desde 28 de junho.

Do outro lado do Atlântico, contratos de petróleo Brent com vencimento em setembro na Bolsa de Futuros ICE (ICE Futures Exchange) em Londres recuavam US$ 0,05, ou cerca de 0,1%, e o barril era negociado a US$ 46,66.

Na semana passada, o WTI perdeu US$ 1,81, ou cerca de 3,9%, enquanto o Brent perdeu US$ 2,06, ou cerca de 4,2%, a sexta semana de perdas em um período de sete semanas.

Na última sexta-feira, a Baker Hughes, empresa de serviços do setor de energia, anunciou que os exploradores de petróleo dos EUA acrescentaram sete sondas de petróleo na semana passada, marcando a 24ª semana de aumentos durante as últimas 25 semanas.

Logo, o total é de 763 sondas, maior número desde abril de 2015, indicando que mais ganhos na produção doméstica estão a caminho.

O relatório foi divulgado após dados do governo dos EUA revelarem que a produção doméstica total de petróleo teve aumento de 88.000 barris por dia e totalizou 9,34 milhões de barris na encerrada no final da semana passada.

O crescimento da atividade de extração nos EUA e da produção de shale oil tem neutralizado em grande parte os esforços da OPEP e de outros produtores de cortar a produção em uma ação para apoiar o mercado.

Em maio, a OPEP e alguns produtores externos à organização, estenderam o corte de 1,8 milhão de barris por dia no abastecimento até março de 2018.

Até o momento, o acordo de cortes na produção teve pouco impacto nos níveis dos estoques globais devido ao aumento da oferta de produtores que não participam do acordo, como a Líbia e a Nigéria, e ao aumento incessante na produção de shale oil nos EUA.

Uma comissão ministerial que monitora o pacto não discutirá a possibilidade de cortes adicionais em sua reunião em 24 de junho, afirmou o secretário-geral da OPEP em comentários realizados à agência de notícias Interfax da Rússia no domingo.

Nesta semana, participantes do mercado prestarão atenção nas mais recentes informações semanais sobre os estoques norte-americanos de petróleo bruto e produtos refinados na terça e na quarta-feira para avaliar a força da demanda do maior consumidor de petróleo do mundo.

Enquanto isso, investidores estarão atentos aos relatórios mensais da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e da Agência Internacional de Energia para avaliar a oferta global e os níveis da demanda.

Já na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), contratos futuros de gasolina com vencimento em agosto perdiam US$ 0,013, cerca de 0,9%, chegando a custar US$ 1,489 o galão, ao passo que contratos futuros de óleo de aquecimento com vencimento em agosto permaneciam pouco alterados em US$ 1,447 o galão.

Contratos futuros de gás natural com vencimento em agosto subiam US$ 0,029 para US$ 2,893 por milhão de unidades térmicas britânicas.

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